Juro do cheque especial sobe e passa de 300%; rotativo do cartão vai a 280%

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Os juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial subiram de outubro para novembro, mas caíram em relação a novembro do ano passado. As taxas continuam num patamar elevado. No caso do cheque especial, os juros passam de 300% ao ano. Para efeito de comparação, a taxa básica de juros do país (Selic) está em seu menor patamar histórico, a 6,5% ao ano. Em média, os juros do rotativo passaram de 275,7% ao ano, em outubro, para 279,8% ao ano, em novembro. Em novembro de 2017, a taxa média era de 330,8% ao ano.

No cheque especial, os juros subiram de 300,4% ao ano, em outubro, para 305,7% ao ano, em novembro. No mesmo mês do ano passado, era de 323,7% ao ano.  Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Banco Central. Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas). Confira a variação das modalidades de crédito:

Rotativo do cartão de crédito: de 275,7% ao ano em outubro para 279,8% ao ano em novembro
Cartão de crédito parcelado: de 166,1% ao ano em outubro para 161,5% ao ano em novembro Cheque especial: de 300,4% ao ano em outubro para 305,7% em novembro
Crédito pessoal não-consignado: de 126% ao ano em outubro para 122,9% ao ano em novembro
Crédito pessoal consignado: mantida em 24,3% ao ano em novembro
Compra de veículos: de 22,4% ao ano em outubro para 21,7% ao ano em novembro Financiamento imobiliário: mantida em 7,8% ao ano em novembro.

Mudanças no cheque especial
Desde julho deste ano, pessoas que usarem mais de 15% do limite do cheque especial por 30 dias seguidos devem ter acesso a uma linha de crédito mais barata para parcelar o valor.
A medida foi anunciada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em abril. A entidade diz que cada banco pode definir qual alternativa oferecer. Novas regras do cartão Em relação ao uso do cartão, o consumidor só pode usar o rotativo por, no máximo, 30 dias. Após esse período, o banco deve apresentar uma proposta mais vantajosa para o cliente, como o crédito parcelado, no qual você define o número de prestações na hora da aquisição. Nesse caso, os juros são mais baixos que no rotativo, mas ainda assim altos.

Antes, se o consumidor não pagava o valor total da fatura do cartão de crédito, a dívida era jogada para o mês seguinte, por meio do chamado crédito rotativo. Isso acontecia mês a mês, sucessivamente, com a cobrança de juros sobre juros, transformando a dívida numa bola de neve.

Rotativo do cartão de crédito
Para quem pagou o valor mínimo da fatura: 255,6% ao ano
– alta na comparação com outubro (253,2%)
-alta em relação a novembro de 2017 (218,1%) Para quem não pagou nem o valor mínimo da fatura: 296,8% ao ano
– alta na comparação com outubro (291,1%) -queda em relação a novembro de 2017 (405,6%)
Média (considera as duas opções acima): 279,8% ao ano
– alta na comparação com outubro (275,7%) -queda em relação a novembro de 2017 (330,8%)
Parcelamento da fatura do cartão de crédito: 161,5% ao ano
queda na comparação com outubro (166,1%) queda em relação a novembro de 2017 (168,5%)