Empregados fazem Dia Nacional de Luta nesta quinta, aniversário de 156 anos da Caixa

Protesto é por melhores condições de trabalho, em defesa do banco 100% público, fim dos descomissionamentos arbitrários e do caixa-minuto

Nesta quinta-feira, dia 12 de janeiro, a Caixa Econômica Federal completa 156 anos de existência e os empregados, para marcar este momento importante da história do banco, realizam um Dia Nacional de Luta, por melhores condições de trabalho e em defesa do caráter 100% público da empresa. Os protestos serão realizados também pela retomada das contratações, pelo fim dos descomissionamentos arbitrários e do caixa-minto.

A mobilização foi definida pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf/CUT e a orientação é que sindicatos e federações realizem atividades cobrando uma nova postura da direção do banco. Serão distribuídos materiais explicativos com esclarecimentos aos empregados e à população e colhidas assinaturas para o abaixo-assinado em defesa da Caixa 100% pública.

O Dia Nacional de Luta acontece no momento em que a imprensa noticia que a Caixa deve lançar Planos de Apoio à Aposentadoria (PAA) e de Demissão Voluntária (PDV), e promover os desligamentos de pelo menos 10 mil empregados.
“Precisamos nos mobilizar fortemente para manter nossos direitos, garantir a Caixa 100% pública e reafirmar o papel social que o banco desempenha no país”, destaca o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

Negociação

O Dia Nacional de Luta nesta quinta-feira (12) acontece dias antes da negociação com o banco marcada para dia 24, em Brasília, na qual serão apresentados os resultados das discussões dos GTs que trataram dos dois assuntos relacionados à RH 184, dos descomissionamentos arbitrários e do caixa-minuto.

“A continuidade da reestruturação, o fechamento de agências ditas deficitárias pela lógica exclusiva dos mercados, as agências digitais e a rede de operações são partes da estratégia para desmonte do papel social da Caixa, assim como sua venda fatiada e a ameaça ao monopólio na gestão do FGTS”, destaca Dionísio.

Fonte: Contraf-CUT