No 8 de março, mulheres vão às ruas contra retrocessos

20170306-dia-int-mulher.jpg

Elas dizem não para as Reformas da Previdência e Trabalhista e à terceirização sem limites

Na próxima quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, trabalhadoras de todo o país irão para às ruas para barrar a reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo Michel Temer. Com o lema “Aposentadoria fica, REFORMA sai”, as CUTistas em parceria com movimentos sociais e populares irão denunciar os prejuízos que as mulheres sofrerão se esta reforma for aprovada.

O projeto de Temer atende a dois grandes propósitos: prolongar ao máximo o acesso e reduzir o valor do benefício.

As mulheres serão as principais afetadas com a proposta que desvincula o salário mínimo do benefício, equipara a a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Se quiser receber o beneficio integral, a trabalhadora ou o trabalhador terá que contribuir durante 49 anos pelo teto do INSS.

A desigualdade de gênero na sociedade e no mundo do trabalho impacta diretamente na aposentadoria, mas foi ignorada quando as novas regras foram pensadas. As mulheres têm salários menores, trabalham mais, não tem oportunidades de promoção iguais aos dos homens. Além disso, elas estão nos empregos mais precários e ainda são elas, na grande maioria das vezes, as responsáveis pelos cuidados com a família e as tarefas domésticas.

O Presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas lembra que além do desmonte da Previdência, outras ameaças vindas de Brasília prejudicarão especialmente as mulheres, como os projetos da reforma trabalhista e a da terceirização sem limites, prestes a serem votados e aprovados no Congresso Nacional.

“A ideia é acabar com suas férias de 30 dias, aumentar sua jornada, ampliar indefinidamente os contratos de trabalho temporário, tirando até os direitos ao FGTS e ao seguro desemprego da classe trabalhadora e regular a terceirização para todas as atividades”, diz Vagner.

Para o dirigente, “o único jeito de barrarmos esses retrocessos é ir para as ruas e praças do país e denunciar o que este governo ilegítimo quer impor para a classe trabalhadora, especialmente às mulheres”, explica.

Para a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora, Junéia Martins Batista, o dia 8 de março é a principal data de mobilização do calendário feminista e, este ano, em especial. “As CUTistas, dos movimentos sociais e sindicais estão unificadas e vão para rua dizer que são contra as reformas da Previdência e Trabalhista e não vão aceitar a terceirização sem limites, na qual as mulheres serão as mais prejudicadas”, argumenta.

A vice-Presidenta da CUT, Carmen Foro lembra que “as mulheres negras, rurais e as professoras sofrerão ainda mais os impactos dos desmontes que acontecerão se não houver mobilização para retirada destas pautas no Congresso Nacional”. Carmen também convoca todas as mulheres à reagirem contra a Reforma se não quiserem morrer trabalhando. “Nossa luta é histórica, sempre estivemos nas ruas para reivindicar mais direitos e agora nós mulheres temos a tarefa de nos mantermos mobilizadas para não perder direitos duramente conquistados. Temos que barrar o retrocesso que este governo e o Congresso querem nos impor, não podemos deixar que a vida das mulheres seja ainda mais prejudicada. Nenhum direto a menos”, finaliza.

Assembleias das trabalhadoras nos Estados

Junéia também conta que as CUTs farão assembleias das trabalhadoras antes dos atos principais, em conjunto com os movimentos feministas e sociais que acontecerão nos estados. “A ideia é que as mulheres sejam informadas sobre as Reformas que estão sendo apresentadas por este governo ilegítimo e chamar a mulherada para somar-se na luta contra a retirada de direitos”, conta.

As professoras e professores também estarão nas ruas no próximo 8 de março para aprovar em assembleias por todo país uma greve geral por tempo indeterminada da educação para iniciar no próximo dia 15. A reforma da previdência vai atingir diretamente os professores e, especialmente, as professoras, que representam 84% da nossa categoria. A categoria, que exerce uma profissão considerada penosa, perderá a aposentadoria especial e terá que trabalhar por muito mais tempo. “Com as regras da proposta as professoras e professores vão se aposentar depois dos 70 anos, pois os jovens concluem a licenciatura aos 21 ou 22 anos de idade”, complementa a Presidenta da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha.

Mobilização Nacional nos Estados

Alagoas

Horário: 15 horas

Local: Calçadão do Comércio até a sede da Superintendência do INSS

Amazonas

Horário: 9 às 17 horas

Local: Praça da Saudade

Bahia

Horário: Ainda não definido

Local: na Praça do Fórum Ruy Barbosa

Ceará

Horário 8h

Local: Praça da Imprensa

Distrito Federal

OFICINA DE MULHERES

Horário: das 09h as 13h

Local: CUT DF

PLENARIA UNIFICADA DAS MULHERES

Horário DAS 14:30h as 17h

Local: CUT DF

Espírito Santo

Horário: 8h

Local: Caminhada até o INSS e a concentração será na Praça 8

Minas Gerais

Oficina e audiência pública preparatórias do Dia Internacional de Luta das mulheres

Horário: dia 07 às 8h

Local: Assembleia Legislativa

Ato Unificado do dia 8 de Março

Tema: oficina e audiência pública preparatórias do Dia Internacional de Luta das mulheres

Horário: às 16h

Local: Praça da Assembleia Legislativa

Paraíba

Grande Marcha das Rurais do Plo da Borborema que é formada por 14 cidades a já está na sua VII edição. Tem o apoio da CUT e das demais organizações (movimentos de mulheres e sociais) e integrará a programação da jornada de luta das mulheres no dia 8 de março.

Local e horário a definir

Pernambuco

Assembleia das trabalhadoras – Debate sobre a Reforma da Previdência

Horário: Manhã

Local: Sindicato dos/das professores/as do estado (SINTEPE)

Ato Unificado do dia 8 de Março

Tema: As mulheres vão parar! Contra o racismo, contra a violência às mulheres, Legalização do aborto, contra a Reforma da Previdência e por um debate público sobre o encarceramento feminino.

Horário e local ainda não definidos

Piauí

Tema: Ato publico contra a reforma da previdencia “em um direito a menos

Horário as 8h

Local: Praça do Fripisa – caminhada até o INSS

São Paulo

Assembleia das trabalhadoras

Horário: das 14 às 15h30 horas, com concentração a partir das 13h30.

Local: o viaduto Santa Ifigênia, em frente à sede do INSS.

Ato do dia 8 de Março

Tema: Aposentadoria fica, Temer sai! Paramos pela vida das mulheres

Horário: Concentração 15 horas

Local: Praça da Sé

Fonte: CUT Nacional – Érica Aragão