Bancários se uniram a outras categorias no último dia 22 para dizer não à reforma da Previdência.

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A proposta joga nas costas dos trabalhadores a responsabilidade por cobrir o que o governo alega ser o déficit.
Os bancários de todo o Brasil atenderam ao chamado das centrais sindicais e saíram às ruas para dizer não à reforma da Previdência, proposta pelo governo, que restringe o acesso à aposentadoria e reduz o valor do benefício, prejudicando milhões de pessoas, especialmente os que começam a trabalhar mais cedo, e os idosos que vivem em situação de miserabilidade.
“As atividades serviram para mostrar aos bancários e à sociedade as perversidades da proposta de reforma da Previdência que o governo quer nos empurrar”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.

Para Juvandia, a proposta joga nas costas dos trabalhadores a responsabilidade por cobrir o que o governo alega ser o déficit da Previdência. “O que o governo diz ser déficit não existiria se não houve os desvios de recursos de impostos que deveriam ser destinados à Previdência e se cobrasse as dívidas de grandes devedores do INSS”, afirmou.

Juvandia disse ainda que, ao invés de jogar a conta para os trabalhadores, o governo deveria taxar grandes fortunas e instituir formas de arrecadação sobre a renda, com mais faixas de alíquotas, e isentando quem ganha até R$ 5 mil. “Durante a campanha, quando seu concorrente apresentou essa proposta, mesmo sem que estivesse em seu programa de governo, Bolsonaro correu para dizer que também faria isso. Temos que cobrar que ele cumpra sua promessa”, lembrou a presidenta da Contraf-CUT.

São Paulo
Os bancários de São Paulo deram seu recado claro para o governo: não aceitarão uma reforma na qual, se tiverem sorte, os trabalhadores terão que trabalhar mais para ganhar menos. Para chamar atenção da população do centro de São Paulo na manhã de hoje (22), Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, os bancários recorreram a brincadeiras, jogos e performances. Milhares de trabalhadores se mobilizaram na capital para defender uma Previdência pública, solidária e para todos. No Grande ABC, o Sindicato realizou atividades juntamente com metalúrgicos da Ford e Mercedes-Benz, em São Bernardo.

Rio de Janeiro
Os bancários do Rio de Janeiro reuniram milhares de trabalhadores da Candelária à Central, contra a proposta perversa de reforma da Previdência e para defender o direito de se aposentar e receber um valor justo pela contribuição que dão para o desenvolvimento do país  Em Teresópolis o Sindicato dos Bancários  realizou  colagem de cartazes nas agências Bancárias  com  folheto explicativo para  os clientes e funcionários de todos os bancos e para a população em geral alertando à todos sobre tal atrocidade.

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Porto Alegre
As centrais no Rio Grande do Sul lançaram um panfleto que explica os principais pontos da reforma e neste dia de mobilização, bancários de Porto Alegre dialogaram com a população mostrando as maldades da reforma da Previdência proposta pelo governo. Bancários e bancárias da região forraram a Esquina Democrática num dia de resistência para mostrar ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) que a classe trabalhadora não vai aceitar a aprovação da proposta de reforma da Previdência.

Pernambuco
Pelos direitos dos trabalhadores e contra a nefasta reforma da Previdência, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco paralisou parcialmente as atividades de 19 agências bancárias, no Recife (PE), neste Dia Nacional de Luta em defesa da Previdência (22). O ato faz parte da mobilização nacional, que visa impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (6/2019) do governo Bolsonaro, que dificulta o acesso à aposentadoria e reduz os benefícios previdenciários.

Ceará
Unidos às demais categorias de trabalhadores, bancários e bancárias do Ceará participaram do Dia Nacional de Luta e Mobilização em Defesa da Previdência Pública, nesta sexta-feira, para dizer não à PEC 06/2019. Cerca de 30 mil trabalhadores compareceram à Praça da Imprensa, no bairro Dionísio Torres, e saíram em caminhada até a Praça Portugal.

Piauí
No Piauí, a manifestação reuniu Centrais Sindicais, sindicatos, associações e movimentos sociais e populares que se concentraram em frente ao prédio da Previdência Social e seguiram pelas ruas do Centro de Teresina. Uma marcha unindo a todos em defesa do direito a uma aposentadoria digna e contra essa proposta de reforma apresentada pelo governo Bolsonaro.

Paraíba
Em Campina Grande, o ato público organizado pelas centrais sindicais e movimentos populares teve início às 9h, na Praça da Bandeira. Em seguida, os trabalhadores saíram pelas principais ruas da cidade, munidos de faixas e cartazes, chamando a atenção da população contra os prejuízos da reforma.

Fonte: ContrafCut