Bancários participam de ato em defesa da soberania nacional no RJ

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Manifestação é contra privatizações e fim dos serviços públicos

Os bancários de todo o Brasil estão unidos aos trabalhadores de todas as categorias para um grande ato em defesa da soberania nacional, contra as privatizações de empresas e o fim dos serviços públicos nesta terça-feira (3). A manifestação acontece desde às 11h, em frente ao prédio da Eletrobrás, na avenida Presidente Vargas, e seguirá com paradas no BNDES e Petrobrás.

O SindBancários Teresópolis participa do evento com os diretores, Cláudio Mello, Helênio, Armando e Adriana. Na foto o vice presidente Cláudio Mello, o ex diretor Ricardo Brandão, e Jair Ferreira, presidente da Fenae.

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A mobilização tem o objetivo de impedir as ameaças do governo ilegítimo de Michel Temer, que quer privatizar setores estratégicos do Brasil, como energia, petróleo, transportes e financeiro (bancos públicos).

Para o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, “os bancos públicos são instrumentos muito importantes da economia, de desenvolvimento das políticas públicas. Nós temos que defendê-los, defender nosso país. Defender o Brasil é defender os bancos públicos, defender os bancos públicos como instrumento de política anticíclica, uma ferramenta para desenvolvimento econômico com distribuição de renda”, afirma.

A desvalorização dos bancos públicos atinge diretamente o trabalhador bancário. “Os bancários já sofrem com as reestruturações, fechamentos de agências e lançamentos de Planos de Demissões Voluntária. Se tem menos funcionários, os bancários têm que trabalhar o dobro”, explica Rita Serrano, coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

Durante o ato no Rio de Janeiro também foi lançada a campanha “Defenda a Caixa você também”, iniciativa da Fenae, associações de pessoal do banco (Apcefs) e outras entidades apoiadoras, como o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

A data 03/10, foi ratificada, durante reunião do Comitê no Rio, da qual participaram representantes de trabalhadores bancários (Caixa, BB, BNDES), petroleiros, eletricitários, moedeiros, comércio de minérios e derivados de petróleo e de Furnas e entidades como CUT (estadual e nacional), Fenae, Contraf-CUT, CNTE, Dieese, Frente Brasil Popular, Plataforma Operária e Camponesa da Energia, Levante da Juventude, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento Cristianismo e Transformação Social, entre outros.

Após a concentração em frente à Eletrobras, os manifestantes seguirão em caminhada até a sede do BNDES, onde haverá uma parada, e depois vão rumo à Petrobras, onde o ato deverá ser encerrado, por volta das 16h. A orientação do Comitê é que as diversas categorias e movimentos promovam atividades também em suas bases e com a população nesse dia. Foram definidos grupos de trabalho, comunicação, organização e logística para dar suporte à atividade, e novas informações deverão ser divulgadas em breve pelo site do comitê (comiteempresaspublicas.com.br), facebook (/comiteempresaspublicas) e e-mail ([email protected]).

Frente – A capital fluminense também sediou, o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. Rita Serrano participou do evento destacando a importância dessas instituições no desenvolvimento do País e a necessidade de que sejam respeitados os direitos de seus trabalhadores.

A Frente foi lançada no Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, e contou com a presença dos parlamentares Lindbergh Farias (senador pelo PT), Wadih Damous e Luiz Sérgio (deputados federais – PT), Carlos Minc, Paulo Ramos e Gilberto Palmares (deputados estaduais pelo RJ, o primeiro sem partido e os demais pelo PSOL e PT, respectivamente) e o vereador Reimont, além do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto Von der Osten, e a presidenta do Sindicato local, Adriana Nalesso, entre outros.

“Temer reduz cada vez mais o papel dos bancos públicos, como vem fazendo com a Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES, em benefício do setor privado”, afirmou Rita Serrano, ressaltando que os bancos públicos não constam da lista das estatais a serem privatizadas porque a privatização destas instituições se faz através da entrega de empresas coligadas e do sucateamento, cedendo, desta forma, espaço para a ampliação dos negócios dos bancos privados.

O presidente da Fenae, Jair Ferreira, avalia que é preciso unir forças para lutar contra a ideia de que o que é público não funciona: “O que é público é de todos, e para todos, enquanto o privado visa o lucro em primeiro lugar” defendeu.

Reações
Em várias partes do país estão ocorrendo eventos em defesa das empresas públicas. Na última quarta-feira, 20, o Conselho Federal da OAB e a Comissão Especial de Advocacia em Estatais realizaram a audiência pública “Em defesa e valorização das empresas estatais”. Em São Paulo, o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região – por meio da CUT realizou no dia 21/9, na Câmara Municipal de Embu Das Artes uma audiência pública em defesa dos bancos públicos.

Em 13 de junho, foi lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, no Congresso Nacional. A Frente é formada por deputados federais, senadores, representantes dos movimentos sindical, social e associativo; tem como papel principal ampliar o debate sobre a importância dos bancos públicos.

Fonte: Contraf-CUT