Bancários de Teresópolis realizam atividade em todas as agências bancárias, distribuindo panfletos aos clientes e usuários

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O Sindicato dos Bancários de Teresópolis realizou nesta quinta-feira, dia 19/07, atividade em frente às agências bancárias da cidade, com auxílio de carro de som, com distribuição de panfletos aos clientes e usuários, com colagem de cartazes nas agências, para esclarecer e informar aos bancários e à população sobre as atividades da campanha nacional dos bancários 2018 e sobre as negociações com os bancos.

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A Campanha Nacional Unificada 2018 dos bancários adotou o mote “Todos por tudo! Resistir e vencer”!

O lançamento da campanha dos bancários em todo o país tem se caracterizado pela luta em defesa dos direitos da categoria. A atividade tem o objetivo de esclarecer aos bancários sobre a atual conjuntura e reforçar a importância da mobilização e da adesão de todos para garantir as conquistas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos acordos aditivos.

 

Direitos em risco
Com a reforma trabalhista, vários direitos estão ameaçados. Diversas cláusulas da CCT poderão ser alteradas com base na nova lei, trazendo prejuízos para os trabalhadores.
A primeira ameaça concreta é o fim da chamada ultratividade. Isto significa que importantes conquistas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) só terão validade até o próximo dia 31 de agosto. Caso uma nova CCT não seja assinada até essa data, esses direitos da categoria podem deixar de existir.
Jornada de trabalho de seis horas, vale-refeição, cesta alimentação, 13ª cesta, auxílio-creche, licença maternidade, licença paternidade e várias outras conquistas podem ser perdidas caso a categoria não se mobilize.
Pauta de reivindicações
A pauta de reivindicações para este ano foi elaborada durante 20ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre os dias 8 e 10 de junho em São Paulo.
Além do reajuste composto pela reposição da inflação mais aumento real de 5%, a categoria reivindica a garantia da vigência da CCT até que as partes firmem um novo contrato coletivo, assegurando a ultratividade.
Negociações com os Bancos
Após duas rodadas de negociação, os bancos se negaram a assinar a ultratividade dos direitos da categoria, mas aceitaram o calendário proposto pelo Comando Nacional dos Bancários, com o compromisso de apresentar uma proposta final para os trabalhadores até 1º de agosto.
Os trabalhadores cobram, também, a manutenção da mesa única de negociação e que a Convenção Coletiva seja válida para todos os bancários, independentemente do nível de escolaridade ou da faixa salarial.
A minuta ainda reivindica: garantia do emprego com a vedação das demissões em massa e da rotatividade, vedação dos acordos individuais de banco de horas, manutenção das homologações nos sindicatos e que a implantação de novas formas de jornada de trabalho previstas na reforma trabalhista só possa ocorrer por meio de acordo coletivo de trabalho.
Outras importantes bandeiras da Campanha Nacional 2018 são a defesa dos bancos públicos – contra o desmonte e a privatização – e a defesa da democracia, com a eleição de candidatos que estejam comprometidos com a pauta da classe trabalhadora.
Sem Crise nos Bancos
Lucro – Bancos brasileiros são campeões de lucro. De acordo com relatório do Banco de Compensações Internacionais, o Brasil está na liderança entre 16 países analisados. Em 2017, os cinco maiores bancos ( Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa ) lucraram, juntos, R$ 77,4 bilhões, um crescimento de 33,5% em relação ao resultado que tiveram em 2016. E só nos primeiros três meses deste ano, os mesmos cinco já atingiram R$ 20,3 bilhões em lucro, aumento de 18,7% em relação ao mesmo período.
Tarifas – Brasil também foi campeão de lucros com taxas e tarifas na comparação com o total de ativos (1,86%), seguido por Suíça (1,40%) e Estados Unidos (1,15%).
Juros – As instituições financeiras brasileiras se destacam ainda quando analisados os ganhos com juros, ficando na vice-liderança, com uma relação de 3,22% de rentabilidade para o total de ativos.
Demissões – Mesmo com os lucros exorbitantes, os bancos continuam demitindo . Os bancos fecharam 2.675 postos de trabalho no Brasil, nos cinco primeiros meses de 2018, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).