Acordo, com vigência de dois anos, mantém direitos conquistados e cria espaços permanentes de negociação sobre carreira, condições de trabalho, diversidade e equidade
O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados do Sistema BNDES foi assinado nesta segunda-feira (28), na sede do banco, no Rio de Janeiro. O acordo, com vigência de dois anos, garante direitos já conquistados, prevê ganhos reais nos salários e demais verbas e incorpora novas cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), além de estabelecer avanços em temas como diversidade, equidade e inclusão.
Para o vice-presidente da Contraf-CUT, Vinicius de Assumpção, o resultado da negociação garante avanços importantes e mantém aberto o diálogo sobre temas que ainda precisam ser aprofundados. “Sabemos que uma negociação não consegue atender integralmente às expectativas de todas as partes, mas o acordo que construímos garante direitos, traz ganhos reais e abre espaços importantes para avançarmos em pautas que continuam sendo fundamentais para os trabalhadores do BNDES, por meio do processo de negociação permanente”, afirmou.
Entre os avanços previstos está a criação da Comissão Permanente do Nível Médio (NM), que terá como objetivo discutir e buscar soluções para questões específicas dos funcionários desse segmento.
Outro ponto destacado por Vinicius é o compromisso de discutir, no âmbito da cláusula de Negociação Permanente, temas relacionados ao Novo Plano de Cargos e Salários (NPCS). “Também é importante destacar a redução do tempo para os empregados chegarem ao topo da carreira. Com a mudança, esse período, que em média chegava a 60 anos de serviço, passa para 40 anos”, explicou.
O presidente da AFBNDES, Fernando Newlands, destacou que a mobilização dos trabalhadores durante o processo de negociação contribuiu para que o banco apresentasse esclarecimentos e alterações na proposta. “Ao longo do processo, a mobilização dos trabalhadores levou o banco a apresentar novos esclarecimentos e alterações na proposta. Uma das mudanças foi a transformação do teto de dois steps em um piso, ampliando a previsibilidade para a evolução na carreira dos profissionais abrangidos pelo NPCS”, afirmou.
Mobilização garantiu avanços
O ACT foi aprovado em assembleia nacional realizada em 18 de setembro, com participação de mais de 80% do corpo funcional. Ao todo, foram registrados 2.439 votos, em uma votação que envolveu trabalhadores das bases do Rio de Janeiro, Brasília, Pernambuco, Belo Horizonte e São Paulo.
O resultado nacional foi de 1.301 votos favoráveis (53,34%), 1.123 contrários (46,04%) e 15 abstenções (0,62%). A proposta foi aprovada em todas as bases participantes.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira, destacou entre os pontos positivos do acordo a criação da Comissão Permanente do Nível Médio, que permitirá manter uma agenda específica de discussão sobre as demandas dos trabalhadores desse segmento.
O diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e integrante da comissão de negociação, Alexandre Batista, também ressaltou a importância da mobilização durante a campanha. “A mobilização colocou as pautas do NM e do NPCS no centro da discussão. Conseguimos avanços e criamos espaços permanentes para continuar tratando desses temas. Agora, com o acordo aprovado, é hora de virar a página, manter o diálogo e utilizar esses espaços para buscar consensos e avançar nas questões que ainda precisam ser resolvidas”, afirmou.
Negociação permanente
A assinatura do ACT abre uma nova etapa de diálogo entre a representação dos trabalhadores e o BNDES. A Comissão Permanente do NM e a cláusula de Negociação Permanente voltada ao NPCS serão instrumentos para aprofundar as discussões sobre carreira, condições de trabalho e outras demandas apresentadas pelos funcionários.
Participaram da cerimônia de assinatura, representando os trabalhadores, o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira; o diretor de Bancos Públicos da entidade, Alexandre Batista; o diretor-executivo da Contraf-CUT, Vinicius de Assumpção; o presidente da AFBNDES, Fernando Newlands; e o presidente da Affiname, Jorge Henrique Guimarães.
Fonte: Contraf-Cut

